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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

sexta-feira, 16 de julho de 2010


O corredor prolonga-se pela cozinha criando um tensão complexa no espaço. O objectivo dessa tensão é que quando a porta da cozinha se encontra aberta, o espaço deste eixo estruturante da habitação é multiplicado. Esta alteração do projecto expande o espaço visível e complementa os dois extremos desta eixo, sala e cozinha ficam visual e funcionalmente ligado. As zonas sociais, nas quais incluo a cozinha, rematam este eixo da habitação, as zonas privadas, quartos e casa de banho, estão na sua periferia. Para além da clareza funcional, esta opção de projecto, ilumina o interior e unifica a especialidade da casa. 

terça-feira, 6 de julho de 2010



Do outro lado do corredor, um pano de vidro deixa entrar a luminosidade da cozinha. A luz e o vidro rematam o corredor, de um lado o espelho que reflecte, do outro um véu que deixa espaço à sugestão. As mudanças do projecto são contidas, entre elas encontramos um pequeno apontamento de cor, que distingue os nicho transversais ao corredor, neste caso o aceso aos quartos. 

sexta-feira, 2 de julho de 2010



Com as alterações introduzidas o apartamento ganhou nova luminosidade. O corredor torna-se no elemento multiplicador de luz e espaço. O espelho da sala, quebra o limite. As alterações, apesar de diminutas, são significantes, e é isso que o projecto procura, modificar o significado do existente, com contenção, mas sempre, com intenção.

terça-feira, 25 de maio de 2010


Para a rua, o interior desmaterializa o espaço, o alinhamento entre a bandeira da caixilharia, o espelho lateral e a continuidade da laje de tecto, criam a tensão desejada. será dentro, será fora, estará a rua cá dentro? ainda hoje não sei bem, aliás não quero saber, quero é criar a ilusão. Dentro fica o balcão, inspirado num dos meus fetiches, algures entre Mondrian e Rietveld.

sábado, 30 de janeiro de 2010

 

A transparência que liga o eixo principal do projecto ,atravessa o espaço prolongando-o. A biblioteca de aresta viva realiza o seu momento dramático. A janela corrida a meio da parede complementa a composição dinâmica  deste espaço. A variedade de situações espaciais diferenciadas serve para qualificar cada espaço. Neste caso dão sentido ás prateleiras corridas e anunciam o escritório.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010


A diferença de cotas define claramente as diferentes funções da sala. Para reforçar este propósito a orientação dos vãos tem papel fundamental, não é só a diferença de pavimentos, mas são também os diferentes sistemas de vistas que complementam a individualização dos usos. A zona de refeições olha para o pátio, a zona de estar abre-se para a escadaria que acompanha o terreno. O eixo conceptual do projecto ganha sentido na entrega ao terreno das escadas exteriores e nas disposição funcional do projecto.


quinta-feira, 7 de janeiro de 2010


O eixo estruturante do projecto prolonga o espaço perceptível da casa.  O espaço ganha profundidade ajudado pelas transparências que deixam entrar a luz nos seus topos. A transparência das escadas ajuda a luz a fluir e concede unidade aos 2 pisos. A leveza do desenho da escada, com os seus planos soltos e a sua estrutura que agarra os pisos fazem o resto. A casa deve ser coerente e una. Por entre fotografias antigas e outras mais novas a casa vai se mostrando.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010


O projecto desenvolve-se em torno de eixo de sentido Norte- Sul. A Norte fica a entrada na casa e a caixa de escadas. Este eixo impõem a sua lógica e faz nascer a caixa de escadas. Estas entregam-se em cada piso no preciso local do eixo compositivo. Este eixo é enfatizado pelas transparências que ocorrem nos seus topos. A luz nasce e reforça o seu carácter. A transparência das escadas ajuda. Ao desenvolver-se no sentido mais longo da cada, e tendo fugas visuais no seu inicio e no seu término, o eixo multiplica o espaço da casa.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009


A sala reflecte a luz e a paisagem, o projecto deve potenciar o sítio. Assim a essência do lar ganha caràcter. Aqui a paisagem e a luz do Tejo são visitas constantes lá em casa.

terça-feira, 10 de novembro de 2009


Por onde se olhe, os reflexos constroem planos abstractos compostos pela poesia da luz. O projecto procurou estas imagens, referenciando-as a uma imaginario sci-fi. O projecto enquanto disciplina absorve as referencias que necessita para contar a sua estória, as referencias são o léxico e a gramática que nos permite conta-las. A cultura e as vivências do autor e do cliente conduzem a narrativa, o orçamento faz a produção. Tal como no cinema, podemos contar estórias semelhantes com uma grande produção ou com um orçamento indie. A cliente e eu sempre gostamos das coisas independentes e alternativas. A falta de orçamento estimula o engenho.

domingo, 8 de novembro de 2009


Quando chegamos ao Apartamento, a serenidade da abstracção é consequência dos reflexos e da luz. estamos num espaço etéreo e desmaterializado, quase que podemos flutuar na luminosidade.

terça-feira, 3 de novembro de 2009



No seu cume, o céu espreita e deixa entrar a luz, começam as transparências e anuncia-se uma nova realidade. A casa espreita-nos e convida-nos.


Para chegarmos á luz, temos de subir estas estonteantes escadas em caracol. O esforço será recompensado, prometo.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009


Chega-se ao topo da escada e mais uma vez encontramos um espaço diferenciado e qualificado. No projecto, independentemente do programa temos de cumprir 3 quesitos básicos, funcionalidade, qualificação e hierarquização dos espaços. Estes quesitos não são um fim per si. Eles são um instrumento lexical que permitem ao projecto redigir a frase certa que norteia o seu conceito.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009


As fugas visuais e as transparências não tem lado certo. Ambas as faces da moeda são inseparaveis, e ambas determinam o seu valor. As fugas visuais e o prolongamento do espaço preceptível constroem a ilusão que acrescenta valor simbólico e poético à racionalidade da solução.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009



Por fim as escadas levam-nos á transparência final. Mais uma vez as fugas visuais enriquecem o universo da casa. Mais uma vez cumprem a sua ilusão, aumentar o espaço preceptível. Neste caso, rematam a caixa de escadas, elemento primordial do projecto.