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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020
quarta-feira, 24 de março de 2010
O projecto criou uma nova realidade no interior da casa. A sua concretização remete-nos para um classicismo moderno. Os planos geométricos do mezzanine que reflectem a luz do exterior para o piso térreo, são contrabalançados pela orgânicídade do píloti e pela manualidade da tijoleira artesanal. O píloti articula um momento complexo no projecto, para além da sua função estrutural ele anuncia a escada. É ele que nos leva a querer subir para deambular pelo espaço. Entre estas complexidades, moderno e telúrico, geométrico e gestual, procurou-se construir um espaço onde as memórias se mostrem e se construam.
sexta-feira, 19 de março de 2010
No interior, a casa adquire novo carácter, a contemporaneidade ganha presença. A luz, normalmente tão contida nas construções antigas, passa a fluir pelo espaço com abundância. As diferentes fases da construção inicial mantêm a sua memória. Cada uma delas com a sua cota. Essa aparente dificuldade, unir as anteriores existências não comunicantes, serve para criar uma nova realidade onde a memória da pré-existência nunca se perde e permite ganhar novos significados e expressividades. A complexidade dá riqueza ao espaço e o palco de memórias começa a ser criado.
quinta-feira, 11 de março de 2010
No interior o projecto ganha novos significados. O espaço torna-se uno e serve de palco a uma memória familiar. Tradição e modernidade fundem-se discretamente. A luz ilumina os objectos significantes, parece que sempre foi assim, fez-se por isso. Mais uma vez o Projecto de Arquitectura serve para alicerçar as memórias, passadas e futuras.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
O percurso de um arquitecto é marcado de múltiplos modos. Em primeiro lugar temos o seu método de trabalho, elemento em permanente mutação ao longo da carreira. O método é um caminho longo e sinuoso, orientado pelos principais temas e premências com que o autor vai confrontando. Essa é a parte do percurso arquitectónico de responsabilidade exclusiva do autor. O outro factor que condiciona fortemente o percurso de carreira de um arquitecto é a encomenda. A encomenda é factor de vontade própria. Não a escolhemos, mas quando a aceitamos levamo-la até ao fim, entregando o nosso melhor saber para ser marcante na nossa carreira. Por vezes quando percorremos á vista larga este percurso, aparecem elementos dissonantes. Olhando com mais cuidado a essência do autor salta á vista. Essa essência é o método do autor.
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