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quarta-feira, 4 de abril de 2018

segunda-feira, 30 de novembro de 2009






Foi esta realidade que ditou o mote do projecto, perante a imponência da paisagem e da luz que banha o Tejo, o projecto moldou-se para exponenciar esta realidade. A abstracção e desmaterialização do espaço interior potenciam a realidade concreta com que esta varanda nos brinda. Muitas das grandes opções do projecto são impostas pelos sítios, tirar partido das existências é dançar com a realidade. O projecto não deve lutar com a realidade, pois as lutas com a natureza das coisas são sempre inglórias e estão condenadas ao fracasso. É sempre mais proveitoso dançar com elegância.
Aqui, na varanda, o projecto limitou-se a pintar a guarda e a colocar o vidro de segurança. Gostava muito de ter tido orçamento para o Deck e de ter substituído a guarda, se calhar qualquer dia....

sábado, 28 de novembro de 2009


Todos os projectos, independentemente da necessidade imperiosa da sua resolução funcional e técnica, devem ter um conceito inerente. Neste projecto o principal conceito era o de alargar os limites físicos do espaço de modo a receber a luz e a vista do Tejo. Para atingir este Santo Graal, a estratégia passou por desmaterializar todo o espaço interior, daí o uso do branco e das superfícies reflectoras, e abrir em toda a sua largura o interior do lote á varanda. Para atingir esse propósito a sala e a cozinha fundem-se num espaço continuo, o que nos liberta a fachada principal em toda a sua largura pelo interior. São estes gestos simples e poderosos que sustentam as intenções iniciais e qualificam fortemente a habitação. A poesia do espaço é concreta.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009


Por mais radicais que sejam as opções que se tomam em termos de conceito de projecto, existe uma inegável necessidade a cumprir na sua execução. A funcionalidade e o rigor na resolução do projecto são valores sacramentais que temos de cumprir religiosamente. A sala comum deve ter claramente definidas os seus zonamentos funcionais, a zona de estar e a a zona de refeições. Não cumprir estas prerrogativas é impensável, as funções básicas do programa devem ser sempre bem resolvidas. As conquistas supletivas do projecto são acréscimos á resolução das funções primárias. Devem sempre existir, pois trazem mais valias claras ao edificado, mas não devem sobrepor-se ao cumprimento das necessidades essenciais

quarta-feira, 25 de novembro de 2009


A sala reflecte a luz e a paisagem, o projecto deve potenciar o sítio. Assim a essência do lar ganha caràcter. Aqui a paisagem e a luz do Tejo são visitas constantes lá em casa.

terça-feira, 24 de novembro de 2009


O movel da cozinha divide o espaço com a sala, transforma-se numa parede e em duas portas. A  simplícidade é sempre complexa e esta é uma das contradições que que me cativam no exercício da prática arquitectónica.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009


As cozinhas querem-se limpas, higiénicas e funcionais. Tudo o resto é com quem cozinha. O Chefe é que manda.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009


Junto á circulação temos a casa de banho social comum. A simplícidade complementa a abstração do desenho, o espelho reflecte o espaço que gostariamos que lá estivesse. A porta está aberta, pode ser esta uma metáfora do eterno desejo de mais espaço.

sábado, 14 de novembro de 2009


A luz remata o corredor, a perspectiva é acentuada por uma rampa. Este apartamento remete-nos para um conceito de espaço imaterial.

terça-feira, 10 de novembro de 2009


Por onde se olhe, os reflexos constroem planos abstractos compostos pela poesia da luz. O projecto procurou estas imagens, referenciando-as a uma imaginario sci-fi. O projecto enquanto disciplina absorve as referencias que necessita para contar a sua estória, as referencias são o léxico e a gramática que nos permite conta-las. A cultura e as vivências do autor e do cliente conduzem a narrativa, o orçamento faz a produção. Tal como no cinema, podemos contar estórias semelhantes com uma grande produção ou com um orçamento indie. A cliente e eu sempre gostamos das coisas independentes e alternativas. A falta de orçamento estimula o engenho.

domingo, 8 de novembro de 2009


Quando chegamos ao Apartamento, a serenidade da abstracção é consequência dos reflexos e da luz. estamos num espaço etéreo e desmaterializado, quase que podemos flutuar na luminosidade.

terça-feira, 3 de novembro de 2009



No seu cume, o céu espreita e deixa entrar a luz, começam as transparências e anuncia-se uma nova realidade. A casa espreita-nos e convida-nos.


Para chegarmos á luz, temos de subir estas estonteantes escadas em caracol. O esforço será recompensado, prometo.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009




Para tráz ficou a rua e a cidade. Cá dentro é diferente, é casa. É para aqui que se volta. cada um tem a sua e cada casa deve espelhar a sua familia. Diferentes casas, diferentes noções de tranquilidade, uma coisa em comum, a rua e a urbe ficam sempre do outro lado da porta.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009



Na entrada, anuncío o mote da casa. Luz, abstração e espaços poéticos. O ambiente abstracto e moderno realça o movel de entrada. As memórias ficam sempre bem e os opostos podem sempre complementar-se.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009



Neste caso a cliente queria um apartamento contemporâneo, luminoso e funcional. Pessoalmente se fosse eu a compra-lo, também era assim que o quereria. Portanto o projecto deveria ter uma linguagem moderna, luminosa e abstracta. Sendo assim: Optamos por materiais que reflectissem a luz. Optamos por materiais abstractos. Optamos por também por materiais contínuos.Tudo isto para prolongar o espaço enquanto entidade abstracta. Para atingir esse objectivo optamos por diminuir a nossa paleta de materiais. Ficamos assim com o pavimento em auto-nivelante branco, mobiliário e carpintarias lacadas, espelhos e vidros ocasionais e paredes brancas.

A antiga cozinha


Vista da Sala

Vista da Sala



Vista do Alçado, o andar da intervenção é o ultimo piso

Vou começar por contar a história deste projecto.À partida imóvel era interessante, típico palacete urbano de finais do Sec. XVIII, inícios do Sec. XIX , com sucessivos usos ao longo do tempo.Desde há muitos anos imóvel estava destinado a uma escola privada. O andar em que é realizada a intervenção fora intervencionado recentemente para poder receber aulas de formação. Pouco depois, encerrou a escola, e o andar foi rapidamente transformado em habitação para poder ser comercializado.Este historial concedeu ao apartamento uma característica peculiar. Tem acesso directo da rua, acontecimento raro num segundo andar Lisboeta. Mais, este acesso desenvolve-se ao longo uma estonteante escadaria, em caracol, de vence cerca de 9 metros.Tinha ainda mais duas características que tornavam o espaço interessante, uma grande sala voltada a sul com cerca de 60 m2. e dispunha ainda de uma magnífica varanda voltada ao Tejo. O apartamento tinha contudo um aspecto horroroso, o pavimento era péssimo, as portas tinham puxadores e almofadas a condizer, as paredes eram em areado quase fino, as casas de banho e a cozinha prefiro nem nomear. Tinha problemas funcionais e de projecto que retiravam potencialidade á habitação.  A sua principal deficiência era a quebra que existia entra a cozinha e a sala, o que desvinculava o uso social da habitação do usufruto da varanda. Existiam ainda outros problemas, como a diferença de nível entre as várias divisões do apartamento e um desenho de tectos que não lembra ao diabo.