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quinta-feira, 6 de maio de 2010


Deixemo-nos de habitações por um breve instante, agora apetece-me mostrar uma recuperação, situada no Restelo, num imóvel icónico do modernismo português, o Centro Comercial do Restelo, de autoria de Chorão Ramalho. Centro comercial de outras épocas, era coisa de rua, a lojas distribuem-se numa galeria de escala humana, o dito centro comercial, é cidade, hoje os centros comerciais fogem da cidade. Procuramos recuperar esse espírito moderno e optimista que esteve na origem do seu desenho. Aqui está a fachada, depois da intervenção, ficou mais limpa, recuperou o optimismo.

segunda-feira, 1 de março de 2010


A casa existente era resultado de duas ampliações á habitação inicial. A casa inicial ía até ao primeiro patamar da escada. A primeira ampliação ocupava o segundo patamar da escadaria. Posteriormente foi construído um novo corpo. As ampliações eram orgânicas, a sua única ligação realizava-se pela escadaria exterior. Cada uma das construções tinha a sua lógica. Em comum tinham que os seus pisos térreos, cortes e lojas, que não comunicavam com os pisos habitáveis. Por outro lado, nenhum dos seus pisos habitáveis tinha a mesma cota. O desafio foi unificar as lógicas distintas sem destruir a sua aparente unidade do conjunto. Recuperada a alvenaria de pissara, o existente ganhou nova dignidade, a ruína transfigurou-se.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010


Cada projecto fica com a sua imagem de marca, resultado de um conjunto de circunstâncias irrepetíveis. As circunstâncias são irrepetíveis e isso torna cada projecto único. Contudo em todos os projectos que realizo existe um fio condutor, a vontade de fazer o melhor que sei. Em última análise, é essa uma das garantias primordiais que posso oferecer a cada novo projecto. A outra garantia primordial que posso oferecer, é a insatisfação com que encaro o término de cada projecto. Essa insatisfação é reflexo da vontade de fazer melhor no projecto seguinte. Os desafios de cada projecto são a sua força e neste caso foram dificuldade acrescida. Devo contudo acentuar, que só consegui ultrapassar os desafios deste projecto com a preciosa ajuda do Arq. David Sousa Santos, com quem reparto a autoria do Projecto. Deixo agora a Casa da Portela com a imagem do alçado principal, provavelmente a imagem mais icónica deste projecto de difícil execução.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009



O alçado Poente prolongasse num muro de suporte que se entrega à pendente. No seu término um apoio de jardim remata-o. O jogo cromático escolhido realça os volumes e os planos. Funcionalmente o muro fecha o pátio. Esta é uma casa fechada para a sua frente urbana e aberta para a natureza que espreita no topo da encosta. Nem sempre a cidade, neste caso o subúrbio, merecem as honras do lar. Aqui a encosta e o bosque são o que importa.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009



A casa encerra-se à sua volta. O muro de suporte a poente deixa uma abertura para o pátio. Dela vislumbra-se o vão da sala a Sul. Por norma está sempre aberto, quando necessário, ele blinda a casa. As casa precisam de transmitir essa sensação de segurança ao seu Dono. A salvaguarda do Espaço sagrado da Família assim o exige. Contudo essa necessidade de segurança tem de ser reversível, pois quando a casa é habitada e os espaços são vividos, a apropriação do espaço exterior adjacente é primordial. A segurança tem de ser cumprida, mas tal não pode significar uma prisão para os seus proprietários. Para tal os elementos que garantem essa segurança, neste caso os estores, devem cumprir varias funções. Aqui eles também controlam a luz e os ganhos solares, a pala ajuda e a composição dos materiais dá-lhes mais significados, não é a mesma coisa que ter grades nas janelas.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009



A casa abre-se ao interior do lote. A escala torna-se doméstica e o stattement fica na rua, a divisão volumétrica obedece a uma divisão funcional. O corpo da esquerda alberga a sala com a seu duplo pé direito e grande vão a sul. O corpo central é a caixa de escadas e a cozinha. À sua direita temos o volume balançado do quarto principal. A cor reforça a intenção. As preocupações de eficiência energética tem de estar estar sempre presentes no desenho de qualquer imóvel elas são parte fundamental da responsabilidade social da prática.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009



Pelo descalabro da vizinhança urbana, isto apesar de nos encontrarmos numa zona classificada como património mundial, a casa volta-se para o interior do lote. Lá temos a reminiscência da realidade espartilhada pelo feroz loteamento que originou o lote. A fronteira Sul do lote é o bosque de lazer da antiga Quinta que foi retalhada. O bosque está lá, e deste modo podemos organizar a casa á sua volta. Na frente de rua, o alçado frontal remete nos para conceitos que fizeram Sintra, a torre da caixa de escadas cita as torres das quintas e palácios de Sintra. A vontade de afirmação do objecto arquitectónico recria a vaidade das construções notáveis da Vila ao mesmo tempo que renega a banalidade e anonimato das casinhas com socos, molduras e beirados brancos, pintadas de cor de rosa ou salmão e coberturas com muitas águas.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009


O alçado frontal manteve-se inalterado. A cor avermelhada da fachada reinterpreta o encarnado “sangue de boi” original da casa. As serralharias em cinza foscado em conjunto com as cantarias em Azulino de Cascais e o lajedo do pavimento tornam-se num fio condutor.As novas caixilharias reforçam o contraste cromático entre os diferentes elementos.A harmonia resulta de um equilíbrio delicado de elementos distintos.

domingo, 27 de setembro de 2009


Projecto de recuperação de moradia no Bairro Económico do Restelo.
O logradouro traseiro foi o mote em voltar a sala para o jardim.
O alçado tradoz ganhou uma nova modernidade.
Os espaços interiores encontram a sua disposição natural.A racionalidade impera.
No alçado tardoz uma citação, De Stilj, uma homenagem á modernidade.